Mais Praga

Praga é uma cidade medieval que conseguiu passar praticamente incólume pela Segunda Guerra. A cidade fica no meio da Europa, sendo de fácil acesso para quem visita a região. Os preços são bem baixos para os padrões europeus, já que a República Tcheca não adotou o Euro como moeda. Com tudo isso, o lugar é um paraíso para os turistas. A quantidade de turistas italianos e brasileiros chama atenção. A cidade vive para o turismo e cada metro quadrado da cidade é aproveitado para oferecer atrações aos turistas.

Ficaremos em Praga até amanhã à noite. A impressão que tenho até agora é das melhores.  Em 2009, não fiquei em um hotel tão bom e precisei andar muito de metrô, o que comprometeu minha impressão geral. Dessa vez, ficamos no Alqush Downtown Hotel,  bem no centro, pagando apenas €56/noite. Caminhamos, em média, 20 quilômetros por dia.

As cervejas tchecas, em geral, são mais leves do que as alemãs, e devem agradar ao paladar brasileiro. As cervejas custam apenas centavos no supermercado e por volta de €1,50 nos bares e restaurantes. Na Alemanha, as cervejas também custam centavos no supermercado, mas custam por volta de €3 nos bares e restaurantes. As microcervejarias daqui tem cervejas espetaculares, como essa Imperial Pale Ale que eu tomei da St. Norbert.

2º Dia em Praga

  
Hoje caminhamos bastante pela cidade. Fomos em uma microcervejaria e experimentei uma IPA muito boa. Saímos um pouco da região turística e fomos almoçar na melhor hamburgueria de Praga. O The Tavern fica na região universitária, ao lado de um parque bem simpático.

  
Na verdade, apenas os pontos turísticos ficam lotados de gente. O turista só visita o que está no guia de viagens. Basta pegar uma rua fora do roteiro para fugir das multidões.

Paramos no hotel para descansar um pouco e mais tarde vamos sair novamente para explorar a cidade.

1º Dia em Praga

Chegamos em Praga na hora do almoço. Deixamos as mochilas no hotel e fomos até o Bad Jeff’S Barbecue.

 

Depois de comer um cogumelo Portobelo recheado com blue cheese, experimentamos o prato de Ribs com curly fries. O acompanhamento foi uma Pale Ale da casa leve e saborosa.

Na parte da tarde fomos passear pela cidade. A temperatura está excelente, por volta de 18 graus durante o dia. A cidade continua muito bonita e parece ter ainda mais turistas do que eu vi durante a minha visita em 2009.

  
Para terminar a primeira parte do dia, passamos no supermercado e compramos água, cerveja e snacks. Estamos em um hotel 4 estrelas muito bom, a 10 minutos do centro a pé.

Mais tarde vamos sair para caminhar pela cidade à noite, ver os monumentos iluminados e conhecer uma microcervejaria.

Alemanha

Morar ao lado de um palácio e poder caminhar todos os dias em um parque fantástico. Usar um transporte público extremamente eficiente e poder contar com milhares de quilômetros de ciclovias é muito bom. Ter acesso aos melhores hospitais da Europa utilizando a saúde pública (paga) é excelente. Poder andar de madrugada usando um relógio de 1.800 euros e com mais de 200 euros em dinheiro na carteira (aqui não se usa cartão para nada e a maioria dos estabelecimentos só aceita dinheiro) sem medo de ser assaltado, que tal? Viajar pelo continente pagando 10, 20 ou 30 euros na passagem. Viver em uma sociedade em que a liberdade de um acaba quando interfere na do outro. Não, não é perfeito. As pessoas são frias e calculistas (não consegui evitar o clichê) e o inverno é longo. Muito longo. Mas a primavera é linda e me emociona todos os dias.

Hoje, eu só tenho a agradecer a Alemanha por me acolher tão bem. Me dar um visto, me permitir trabalhar e ter acesso a todos os direitos de cidadão. Não é à toa que Berlim tem 4 milhões de habitantes, sendo 1 milhão de estrangeiros (número previsto para 2016). A Alemanha tem muita coisa boa, mas nada é fácil. A começar pela língua alemã. Muita gente desiste de vir para cá pelo idioma. E isso é uma excelente peneira para quem tem preguiça e quer tudo fácil. Os estrangeiros que escolhem a Alemanha estão cientes do tamanho do desafio. Eu aprendi muito nesses 8 meses. Consegui me conhecer melhor e expandir minha visão do mundo. Graças ao meu emprego, tenho contato com dezenas de nacionalidades. Nos 6 meses que estudei alemão, tive contato com refugiados sírios e estudantes do mundo inteiro. Viver na Alemanha significa ter contato direto com a História da humanidade. Ouvi relatos da guerra na Síria de pessoas que estavam lá, vejo todos os dias as marcas da Segunda Guerra Mundial e aprendo algo novo todos os dias. Tenho o privilégio de caminhar todos os dias pelo palácio de Charlottenburg, um símbolo do Império da Prússia.

Em pensar que tudo isso se deve a um passo que demos no vazio. Lembro de entrar no site da TAM e comprar as passagens aéreas. Sem lugar para ficar e sem muitos planos. Muita gente me olhou sem entender o que eu estava fazendo da minha vida. Nem eu sabia o que estava fazendo. Hoje, vejo que já valeu a pena. Eu me arrependeria profundamente de não ter tido essa experiência. Não, não é perfeito. Mas me sinto vivo a cada novo aprendizado.

Praga

  
O passeio desse fim de semana será em Praga. A foto acima foi tirada em 2009, durante a minha primeira visita à cidade.

Praga é uma cidade especialmente bonita, com muita cultura e preços bem atraentes. A cerveja tcheca é muito respeitada na Alemanha e divide espaço com as marcas locais nos supermercados. O país é barato porque não adotou o Euro, a moeda é a coroa tcheca.

A viagem de ônibus até Praga dura pouco mais de 4 horas e custa €9. A rodoviária de Berlim fica a uma parada de S-bahn daqui de casa, o que significa uns 3 minutos de viagem de trem, nesse caso.

Ainda estamos montando o roteiro. A ideia é andar bastante, comer a comida típica e beber a cerveja local.

Das Amtsenthebungsverfahren

Hoje foi dia de aprender uma palavra nova em alemão: Amtsenthebungsverfahren.

Amt – Governo
Enthebung – destituição do cargo
Verfahren – Processo

Em voz alta fica mais ou menos assim: “amets ent rebungs ferfarren”.

O processo de destituição do cargo de governo, conhecido no Brasil como Impeachment, também apareceu no noticiário de hoje aqui na Alemanha. Nada positivo, obviamente.

Domingo no parque

   

Nada melhor do que um passeio no parque para terminar o domingo.

A temperatura está relativamente baixa – 6 graus de mínima e 12 de máxima. E deve ficar assim nos próximos dias.O importante é que o sol está aparecendo e está tudo ficando verde e florido.

Os turistas também estão aparecendo. Gente perdida com mapa na mão e câmera no pescoço. Outro dia eu ajudei um grupo de brasileiros que estava perdido na saída do metrô. Eu sei o quanto é difícil (ou impossível) absorver uma cidade como Berlim em poucos dias. A barreira do idioma, a história e a diversidade da cidade simplesmente não cabem em um roteiro turístico de excursão.

Fotos da Sarah

Hoje a Sarah tirou algumas fotos dos nossos vizinhos aqui em Charlottenburg. São os pássaros que frequentam o parque e que todo dia encantam pela beleza e perfeição da natureza.

   
    
    
 

Marmita

Aqui na Alemanha, assim como nos Estados Unidos, é comum as pessoas levarem comida para o trabalho. Não existe o conceito de “hora do almoço”. Muitas pessoas fazem um lanche na mesa do escritório mesmo, comem uma salada ou levam uma marmita.

No meu primeiro mês de trabalho, eu comi fora todos os dias. Eu era praticamente o único da empresa a ir a até a cafeteria, pegar um prato de comida, sentar e comer. As opções da cafeteria são bem limitadas: uma sopa do dia, duas saladas e porco de várias maneiras.

Para o segundo mês, eu resolvi levar comida de casa. Levo arroz à grega, purê com frango, strogonoff, lasagna e outros pratos. No andar em que eu trabalho tem uma cozinha completa, com pratos, talheres, microondas, geladeira, máquina de lavar louça e tudo mais. Esquento meu prato no microondas e como no refeitório que tem no mesmo andar.

Este hábito de levar comida de casa tem várias vantagens. Primeiro, a qualidade da comida que eu preparo em casa não se compara à qualidade da comida servida nos restaurantes. Posso fazer uma comida mais saudável, com menos sal e gordura. Por fim, economizo dinheiro (não muito). Um prato de comida na rua custa aproximadamente €5. Para fazer minha marmita gasto em torno de €3,50.

Para o almoço de amanhã fiz strogonoff. Aqui na Alemanha estou usando o arroz Basmati para acompanhar o strogonoff. O arroz Basmati é uma variedade indiana de arroz aromático. Ele é extremamente saboroso e combina com a maioria dos pratos brasileiros. É possível encontrar aqui um arroz bem similar ao que usamos no Brasil, mas normalmente ele é parbolizado e eu não gosto de arroz parbolizado.

O brasileiro deveria revisitar o hábito de comer marmita. Os restaurantes a quilo são um convite ao exagero e a falta de qualidade. Isso sem contar com a higiene duvidosa de muitos estabelecimentos. No Brasil, gastamos muito dinheiro para comer mal. Tudo porque alegamos não ter tempo de cozinhar.

No Brasil, a maioria das pessoas passam horas para ir e vir do trabalho em um transporte público ineficiente. Somos obrigados a tirar 1 hora de almoço (aqui na Alemanha somos obrigados a tirar somente 30 minutos) e acabamos chegando muito cansados em casa para fazer qualquer coisa. Aqui na Alemanha, chego em casa às 17h com tempo de fazer uma caminhada no parque, fazer um lanche e ver um pouco de TV. No domingo à noite preparo o almoço de segunda e terça, na terça à noite o almoço de quarta e quinta. Na sexta, levo um sanduíche ou como na cafeteria. Dessa maneira, gasto menos dinheiro, como uma comida de melhor qualidade e aproveito melhor o meu tempo. Viva a marmita!

Empada de camarão

Para o nosso segundo picnic, fizemos empadas de camarão com mascarpone. Ficou tão gostoso, mas tão gostoso, que eu fiquei emocionado.

  
Fizemos o molho de camarão do zero, utilizando cebolinha com talo, pimentão vermelho, tomate, milho, ervilha e mascarpone.

  
Finalizamos as empadas com mais um pouco de mascarpone e azeitona recheada com pimentão. A Sarah fez a massa bem leve e deliciosa.