Charlottenburg

  
Foto: Charlottenburg (2015) por Antenor.

O bairro de Charlottenburg leva este nome graças ao palácio com o mesmo nome situado na região. As ruas são muito tranquilas, as avenidas sempre amplas e quando menos se espera um parque arborizado surge entre os edifícios residenciais. A joia da coroa fica por conta do parque do palácio, um lugar perfeito para um passeio no sábado.

O Apartamento

Hoje andamos pelo Mitte, região central de Berlim. Fomos visitar um apartamento para alugar. Andamos de metrô pela primeira vez também, o que foi bem tranquilo. Depois de almoçar no NordSee (rede de fast food de frutos do mar), voltamos para a nossa casa temporária. A outra novidade do dia foi o momento de reciclagem. Levamos algumas garrafas no mercado e recebemos 0,87 de euro. Cada garrafa de água mineral chega a valer 0,25 de euro! Reciclagem aqui é coisa séria mesmo. Amanhã continuamos nossa saga para achar O Apartamento!

Kurfürstendamm

Hoje foi dia de passear no Ku’damm. Acordamos tarde, tomamos café e a Sarah foi para a faculdade. Eu fiquei estudando alemão em casa. Quando ela voltou saímos para caminhar pela cidade. Foram 10 km de caminhada pela cidade em um passeio muito agradável. Comprei uma salada de batata com iogurte espetacular! Desde a primeira vez que entrei no mercado estava curioso para experimentar e é realmente sensacional.

Vale dizer que já tive minha primeira conversa em alemão com uma alemã. Foi no supermercado, onde tentei comprar o chip do celular. A moça calmamente me explicou que eles não vendiam ali, mas que havia um shopping nas redondezas que tinha o que eu procurava. Em seguida, ela me passou as instruções de como chegar no shopping (em alemão!) e eu entendi quase tudo.

A procura por um apartamento continua e não é nada fácil. Apartamentos são disputados em Berlim e a disputa não se baseia simplesmente em dinheiro. O berlinense pode se dar ao luxo de escolher a dedo seu inquilino. Por isso, a simpatia é fundamental. Falar alemão ajuda.

E foi assim, no terceiro dia em Berlim que o Ku’damm conheceu este tartamudo aqui.

Paulaner Oktoberfest Bier

  
Hoje foi um dia bem divertido! Depois de um bom café da manhã eu fiquei estudando alemão e esperando as malas chegarem. A Sarah foi para a aula da faculdade, foi no banco e começou a visitar apartamentos. Quando ela chegou eu saí para comprar almoço.

Na parte da tarde saí em busca dos chips de celular. Fui em um shopping aqui perto muito bom que se integra a uma rua de lojas e supermercados. Depois de comparar vantagens e desvantagens das diferentes operadoras, escolhi a Vodadone.

Voltei para o apartamento e… Surpresa! As malas tinham chegado. Tomei um banho, troquei de roupa e saímos para passear. Para fechar o dia, tomei uma cerveja Paulaner Oktoberfest Bier, a cerveja comemorativa do evento que começa no dia 19 de setembro em Munique.

Penne à Putanesca


Depois de 11 horas e 36 minutos de voo até Frankfurt desembarcamos em solo alemão. Muita gente na imigração e uma desorganização grande. Mais de meia hora para fazer o controle de passaporte. Sobraram vinte minutos para fazer a conexão, o suficiente para passarmos pela segurança e chegar no portão. Infelizmente não foi tempo suficiente para as nossas bagagens chegarem conosco em Berlim. Depois de preencher um extenso formulário no balcão da Lufthansa fomos informados que as bagagens provavelmente chegariam hoje à noite e seriam entregues amanhã antes do meio-dia. Depois deste pequeno contratempo pegamos um táxi até o apartamento temporário alugado via Airbnb. A mãe da proprietária nos recebeu, deu algumas instruções e se despediu. Saímos logo atrás para fazer compras no mercado aqui do lado. O bairro de Charlottenburg é muito simpático e bem localizado. Segundo o GoogleMaps fica a apenas 16 minutos a pé da faculdade da Sarah. Fiz o nosso primeiro jantar em Berlim: um macarrão à putanesca. Tomei um banho, mexi um pouco no computador e fui deitar porque o meu dia já estava chegando na trigésima sexta hora.

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Herzlich Willkommen

Em 1990 o escritor baiano João Ubaldo Ribeiro foi para Berlim e passou 15 meses na cidade. Durante sua estadia ele escreveu algumas crônicas que mais tarde foram reunidas no livro Um Brasileiro em Berlim. O tartamudo do Ku’damm foi a alcunha que Ubaldo criou para representar a dificuldade que ele teve com o idioma bávaro.

Agora, 25 anos depois da aventura do cidadão mais ilustre de Itaparica chega outro baiano ao Cantinho do Einsbein. A nossa aventura começa agora!