Senf

  
Ketchup & Senf. Adivinhou! É o acompanhamento preferido do pão com linguiça (Bratwurst im Brotchën).

A mostarda aqui na Alemanha é espetacular! Dá vontade de comer pura. Quem compra uma linguiça pode comer à vontade e eles fazem questão de espalhar vários potes em volta das lanchonetes pra não ter miséria!

Além de ketchup e mostarda, algumas lanchonetes também oferecem cebola frita e picles fatiado no balcão de condimentos. Um cachorro quente de salsicha custa €1,00, de linguiça €1,50 e o de bratwurst custa €3,50. Por aqui o pão francês, o mesmo que é vendido no Brasil, domina.

Em Berlim existe também o Grillwalker. Eles ficam espalhados pela Alexanderplatz com uma grelha de salsicha pendurada no corpo, tipo o vendedor de tabuleiro de antigamente. Nas costas, eles levam uma botijão de gás que alimenta a grelha (as salsichas são grelhadas enquanto eles andam) e uma barraca na cabeça para proteger os alimentos do Sol e da chuva. Matéria do New York Times aqui: http://youtu.be/RUMuoETMN8g.

É possível pedir maionese aqui também, mas ela não é passada no pão e sim na batata frita. Eca!

Feira de Natal da Alexanderplatz

   
   

Na feira de Natal da Alexanderplatz  fica um monte de gente comendo e bebendo em volta de fogueiras. Além de comidas e bebidas típicas, é possível comprar roupas, brinquedos e artigos de decoração.

A feira também tem um parque de diversões com montanhas-russas, rodas gigantes e outros brinquedos radicais.

   
   
São mais de cem feiras de Natal somente em Berlim. Cada uma com um estilo diferente e atrações específicas. Durante a noite as feiras ganham uma iluminação especial e as fogueiras pela rua deixam a cidade com cara de inverno.

   
   

Escola nova

Depois de quase 3 meses frequentando a Alexanderstrasse 9, endereço da Deutsche Akademie da Alexanderplatz, sigo minha jornada em um novo endereço.

Segunda-feira começo as aulas do nível A2.2, o ultimo nível pra iniciantes. Para mudar um pouco de ares, resolvi fazer este módulo na filial de Wittenbergplatz, no final do Ku’damm.

Durante 12 semanas passei pelos principais pontos turísticos da cidade na ida e na volta da aula. A Alexanderplatz é uma das regiões mais agitadas da cidade. A feira de Natal da Alexanderplatz não tem o mesmo charme e tradição de Charlottenburg, mas tem um clima de boteco com as pessoas comendo, bebendo e conversando em volta de fogueiras, o que torna o local muito interessante.

A escola nova fica a 15 minutos de metrô, mas eu tenho que andar mais um pouco para chegar na estação. Então serão 15 minutos de caminhada e 15 minutos de metrô. Outra opção é pegar o S-Bahn do lado de casa, andar duas estações, pegar outro S-Bahn, saltar no Zoologischer Garten e andar uma estação de metrô. O tempo de viagem será o mesmo, mas sem precisar caminhar. Uma alternativa para os dias de neve ou chuva.

Com o inverno chegando, o pessoal da minha turma da Alexanderplatz resolveu se dar férias em dezembro e voltar só em Janeiro. Eu preferi seguir estudando. Como não teria os mesmos colegas, também achei interessante trocar de professor. Estava com a mesma professora há 3 meses e com o tempo nos acostumamos com a pronúncia e o sotaque da pessoa. A mudança de escola também vai servir pra isso.

Se para ir para escola posso caminhar 15 minutos, para voltar posso escolher passear pelo Ku’damm, algo que fiz poucas vezes desde que cheguei aqui. A avenida está especialmente bonita desde ontem à noite quando a decoração de Natal deste ano foi inaugurada. Pelas fotos do jornal, ficou espetacular!

O Natal e o frio

Amanhã tenho excursão da escola pelo Weihnachtsmarkt da Alexanderplatz. Parece brincadeira de criança, mas a escola de alemão tem como objetivo apresentar a cultura alemã de Natal.

O Natal é tão importante aqui que ele dura quatro semanas. Começa oficialmente no dia 29/11 com o primeiro advento. No total são quatro adventos que culminam na véspera de Natal. A religião predominante aqui na Alemanha é a Luterana.

É realmente fantástico ver como a cidade se enfeita e todos parecem especialmente animados com as festas. Na prática, o Natal serve para que as pessoas não se tranquem em casa no início do inverno e fiquem deprimidas. Com a variedade de feiras, comidas, bebidas, compras e decorações especiais, as pessoas acabam esquecendo um pouco do frio e aproveitando o mês de Dezembro.

O segredo é estar sempre bem agasalhado e não menosprezar o poder do frio. Tem que usar ceroula, cachecol, gorro, luva e casaco. O corpo demora muito para esfriar, mas depois que esfria ele não esquenta mais. E ao entrar em lugares fechados tem que tirar as camadas para não começar a suar.

Desde ontem começamos a usar a calefação em casa. A temperatura não baixou dos 23°C, mas a sensação térmica dentro do apartamento já parece mais baixa. Na rua, o segredo é entrar em uma loja ou café de vez em quando para se esquentar. E se o negócio complicar, aí só uma bebida quente salva! Eu tomo um chocolate quente todo dia na escola, mesmo quando não estava frio. Deixa a barriga quentinha e serve como lanche da tarde!

Vida de cão… na Alemanha

Os cães aqui em Berlim são muito bem educados e não é à toa, eles são obrigados. Os cachorros aqui pagam impostos (€120 por ano), e tem que comprovar que são adestrados.

Eles andam sem coleira, normalmente. Pagam passagem de metrô e comem somente ração Bio (orgânica). Eles também são obrigados a usar chip de identificação.

Eles são tão bem adestrados que ao entrar no trem já sentam e ficam calmamente olhando a paisagem. Pouco antes de chegar na estação de destino e antes mesmo do dono se levantar já se dirigem à porta. Não estou brincando.

Já vi cachorros sendo treinados por seus donos nos jardins do palácio de Charlottenburg, mas a maioria dos alemães prefere contratar adestradores.

O cachorro também precisa de seguro. E o alemão não brinca com isso. Por essas e outras que o mercado de pets movimenta 9,1 bilhões de euros por ano (0,3% do PIB alemão).

Já é Natal em Charlottenburg

  
Começou a feirinha de Natal na frente do Palácio de Charlottenburg. Comidas e bebidas típicas, lojinhas temáticas, restaurantes e muitas atrações.

  
Chegamos tarde (fecha às 22h) e só ficamos na rua principal do evento. Tudo muito bonito e profissional. Com certeza iremos mais vezes!

  

Segurança 

Fomos de Easyjet e estamos voltando (estou dentro do avião) de Norwegian Airlines. Uma companhia britânica e uma norueguesa.

Não apresentamos nenhum documento em nenhum momento. Fizemos o check-in pela Internet e embarcamos. Não existe controle de passaporte pra voos dentro da União Europeia.

Na prática, qualquer um poderia ter embarcado com os nossos tickets. Parece assustador, mas este é o conceito atual da comunidade, livre direito de ir e vir entre os países do bloco. E foi este direito que a França suspendeu depois dos atentados.

É claro que qualquer pessoa mal-intencionada forjaria documentos para fugir do país, se os documentos fossem solicitados.  Por outro lado dificultaria um pouco a vida dos bandidos.

O importante é que a inspeção de segurança seja feita cuidadosamente e que haja um controle de quem tem acesso a aeronave. E nesse quesito o aeroporto de Copenhagen é bicampeão, sendo eleito em 2013 e 2014 como o mais seguro do mundo.

Mais Dinamarca

  
A neve deu uma trégua e deixou a gente passear mais um pouco pela cidade. Visitamos um castelo e seus jardins, fomos comer o melhor sanduíche da cidade (realmente muito bom) e eu ainda tomei um Gløg, o quentão da Escandinávia.

  

Dia de Museu

A neve pela manhã nos obrigou a fazer um dia de museus. O Museu Nacional conta toda a história do povo escandinavo. Os traços de civilização datam de 8.700 anos a.C. e atravessam a era Viking até os dias atuais.

Mas não foi em nenhum museu que eu vi a frase  que me marcou aqui na Dinamarca. Foi o que eu li na parede enquanto tomava café no McDonalds:

Life is understood backwards, but it must be lived forward – Søren Kierkegaard