Atenas – Segundo Dia

Hoje acordamos bem cedo para ir à Acrópole. Os ônibus de turismo chegam às 10h, então os visitantes fora de excursão tem 2 horas para visitar o lugar em paz.

Ontem tirei uma foto da Acrópole vista do Monte Licabetus e hoje fiz o oposto. Assim dá para ter uma ideia do quanto subimos de ladeira ontem e hoje.

  
 Passeamos pela Ágora e depois fomos comer no O Kostas novamente. Hoje já entrei pedindo um arak e 2 souvlaki. Sucesso absoluto! Tirei uma foto da entrada da lanchonete hoje.

  
Depois do lanche, passeamos por um parque, fomos no Templo de Zeus e comemos um iogurte grego no Fresko Bar, outro lugar famoso para comer iogurte.

A cidade tem inúmeras praças e ruas lotadas de cafés em que os gregos sentam na calçada e ficam horas bebendo algo, conversando e observando o movimento.

Para terminar a primeira parte do dia, fomos até Keramikos, um sítio arqueológico com as tumbas dos antigos gregos.

A noite de Atenas

Depois de recarregar as baterias no hotel, fomos explorar Atenas à noite.

 

Fomos até a praça Syntagma e andamos em direção à Acrópole. A região possui inúmeros bares e restaurantes e os gregos gostam de ficar nas calçadas observando o movimento.

Passamos duas vezes por um barzinho em uma rua sem movimento e resolvemos pegar uma mesa do lado de fora. Um grupo de amigos tocava e cantava música grega tradicional. Em um determinado momento um casal mais velho ensaiou até alguns passos de dança. Pedimos duas entradinhas: Tzatziki e Saganaki. O primeiro é um molho a base de iogurte que pode ser servido com carnes ou como molho para o pão. O segundo é o típico queijo grelhado grego servido com limão. Para acompanhar tomei uma Fix, a cerveja mais popular da Grécia.

Para ir e voltar utilizamos o metrô. Um dos mais modernos e bonitos que eu já vi. Totalmente renovado e expandido para as Olimpíadas de 2000, é o legado do evento para a cidade.

Amanhã tem mais!

Atenas – Primeiro Dia

  
O nosso primeiro dia em Atenas foi espetacular! Chegamos no hotel 12h30 e fomos passear. A primeira parada foi para lanchar. Comemos o famosíssimo souvlaki do Okostas. O lugar funciona desde 1950 em uma portinha com 2 funcionários. Uma chapa frita os espetinhos de carne e esquenta o pão pita. O lanche leva molho de iogurte e salada. A fila é grande e o lugar só é frequentado por locais que ligam antes e encomendam ou simplesmente fazem um gesto para o garoto da chapa e furam a fila. Homens engravatados comem o sanduíche de pé na rua. Fiquei na fila sendo ignorado por uns 15 minutos até que puxei papo com a atendente. Ela pegou uma garrafa sem rótulo do fundo da geladeira e serviu uma dose para uma amiga/cliente que estava discretamente furando a fila. Foi aí que eu peguei a deixa. Perguntei o que era aquilo e fiz uma cara de quem queria provar. Ela abriu um sorriso e serviu uma dose para mim. Quebrado gelo, ela complementou – a bebida é arak, já vou fazer o seu lanche. Pronto! 5 minutos depois eu estava comendo.

  
Em seguida, fomos para o Monte Licabetus. O clima agradável permitiu que a subida até o topo a 277 metros de altura fosse agradável. Fizemos tudo a pé.

  
A Acrópole vista do Monte Licabetus.

Depois voltamos andando para o hotel. Não sem antes parar para comer o iogurte mais tradicional da Grécia. O iogurte com mel e nozes do Stanis já apareceu nos principais programas de viagem e gastronomia na TV. A consistência e o sabor do verdadeiro iogurte grego caseiro são incomparáveis. Uma experiência memorável!

  

Reflexão

Vivemos em um momento de instabilidade e oportunidades no mundo. Os EUA entram em um ano de eleição com dois candidatos não-convencionais roubando os holofotes. Parece que a China já não cresce tanto e está se vendo obrigada a lutar com seus monstros internos antes de voltar à arena global. A Rússia parece buscar a todo custo reviver os anos dourados da União Soviética. A Europa se recupera de uma crise econômica, incerta sobre o futuro da união sem fronteiras que foi criada em 1985. A América Latina se parece um pouco com a África, quando parece que vai melhorar um pouco, aparece mais um governo corrupto e uma epidemia para matar o futuro.

O mundo vive um momento de transição, comum em inícios de séculos. Demoraremos mais 30 anos para nos acomodarmos com à nova realidade e provavelmente já seremos surpreendidos por uma nova leva de mudanças. Grandes movimentos migratórios continuarão acontecendo, movidos pela miséria, pela guerra, por epidemias e crises econômicas.

Assim como italianos, alemães e japoneses foram para o Brasil no início do século XX, agora brasileiros procuram a América do Norte e a Europa. A coragem dos homens que atravessaram o mar de navio há 100 anos, deve servir de inspiração para quem tenta uma nova vida longe de casa. O caminho é longo e difícil, mas a jornada é muito preciosa e cheia de ensinamentos.

Hoje me conheço melhor do que há seis meses. Cada dia aprendo mais sobre a cultura do país que estou morando e descubro como existe infinitas maneiras de pensar e de viver. E toda vez que me deparo com uma situação nova, sinto aquele frio na barriga. Uma sensação que faz a gente se lembrar que está vivo. E é esta vida que está valendo! 

89,9 Kg

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Comecei a cuidar da alimentação em maio do ano passado. Estava pesando 121,1 Kg. Mesmo com a rotina estressante no Brasil consegui perder 18 Kg em quatro meses. Quando voltei de Machu Picchu estava pesando 103,7 Kg.

Quando cheguei aqui na Alemanha, passei por um período de adaptação e com tantas mudanças acabei estacionando por volta dos 100 Kg. Mas no fim do ano passado comecei a dar um gás novamente. Fechei 2015 com 99 Kg e coloquei como meta alcançar os 90 Kg em 2016.

Hoje, depois de 2 meses cuidando da alimentação e fazendo exercícios, cheguei aos 89,9 Kg. Estou muito satisfeito com os resultados e agora pretendo administrar o meu novo peso até que o meu corpo se acostume com ele. Como todo mundo que já fez regime sabe, perder peso é fácil, o difícil é manter. Por isso, vou me concentrar em manter os bons hábitos que adquiri nos últimos 10 meses: comer em menor quantidade, reduzir o consumo de álcool, frituras, doces e outras besteiras. Além disso, vou continuar me exercitando. Berlim é uma cidade perfeita para caminhar! É possível fazer tudo a pé e não é difícil atingir a minha meta de 10 Km por dia.

O que eu aprendi também é que não é preciso ser radical em nada. Não deixei de comer ou beber nada que tive vontade. No sábado bebi 3 cervejas e almocei risoto. No domingo corri no parque e peguei leve no almoço. Na segunda-feira me pesei e estava com o mesmo peso de sexta-feira. O que eu não posso fazer é beber 3 cervejas no sábado, comer uma pizza no domingo e ficar o dia inteiro no sofá. Aí não tem jeito, na segunda-feira teria engordado 2 Kg e estaria chateado.

Gosto muito da expressão “reeducação alimentar”. Porque é isso que precisamos fazer para comer melhor e mais saudável. É como a educação financeira. O que fazemos com o nosso corpo é a mesma coisa que muita gente faz na vida financeira. Estoura o limite do cartão de crédito, entra no cheque especial, pega empréstimos e assim por diante. Quando ficamos acima do peso entramos no cheque especial de gordura que o nosso corpo consegue suportar. Temos que cortar o consumo (de comida nesse caso) para equilibrar as contas (da balança). Quando chegamos na obesidade estamos no rotativo do cartão de crédito. A única diferença é que pagamos os juros da gordura com a nossa saúde.

Como um ex-endividado em coxinhas e churrascos, posso dizer que não quero nunca mais dever para esse banco. Pretendo continuar perdendo peso aos poucos, sem pressão. Tenho que ficar para sempre longe da obesidade e gradualmente quero chegar no meu peso ideal. Um dia de cada vez.

Roteiro da Grécia

O roteiro para a Grécia já está pronto. Escolhemos alguns pontos turísticos e alguns lugares para comer. Segue um pouco da programação:

Chegamos em Atenas às 10:20 da manhã depois de 3 horas de voo. A Grécia tem diferença de 1 hora no fuso horário. A ideia é deixar a mochila no hotel e começar o passeio.

Nossa primeira parada deve ser o Monte Lykavittos. Trata-se do ponto mais alto da cidade, 277 metros acima do nível do mar. Lá de cima é possível ver a cidade inteira, o porto e as ilhas mais próximas em um dia de céu limpo. É possível subir o monte de funicular ou a pé.

Em seguida, partimos para Kolonaki, o bairro mais descolado de Atenas que fica no pé do Likavittos. Um lugar para caminhar, ver as lojas e restaurantes e conhecer uma parte da cidade que não visitamos em 2009.

Vamos tentar almoçar no Karamanlidika (costuma ter uma fila de espera grande). O restaurante é considerado uma dos grandes tesouros de Atenas, com o melhor da culinária grega. O lugar na verdade é uma charcuteria, que serve pratos gregos com um toque especial. Um exemplo é o iogurte da casa com cenoura, uma combinação de sabores que estou ansioso para provar. É possível ainda pedir uma tábua de frios para acompanhar uma dose de tsipouro, a grappa grega. Quando estive em Atenas em 2009, só experimentei o ouzo.

A outra opção de comida para o nosso primeiro dia é o Fillipou. Uma taberna tradicional de Atenas que serve a comida grega clássica. Lugar frequentado pelos locais e o mais parecido com a comida feita em casa na Grécia.

No segundo dia, visitaremos a Acrópole. A Acrópole é como a Torre Eiffel de Paris, o Big Ben de Londres e o Muro de Berlim. É uma visita obrigatória para quem passa pela cidade. O Almoço nesse dia é um lanche: o famoso souvlaki. Conhecido no Brasil como sanduíche grego, ele é temperado com tzatziki (molho de iogurte), tomate, cebola, pepino e lascas de carne no pão pita.

Visitar Plaka, o centro antigo de Atenas, também faz parte do roteiro obrigatório. Uma região de ruas estreitas que formam um labirinto, com lojas e restaurantes voltadas para o turista de excursão. Do outro lado da mesma região está a praça Syntagma, o centro novo da cidade que ficou famoso nos últimos anos pelos protestos na TV. Esperamos que o fim de semana seja calmo na região. Tomar um iogurte grego é bom e faz bem! Por isso colocamos o Fresko Yogurt bar na lista de lugares para um lanche rápido.

Como em uma matrioska, estamos pensando em fazer uma viagem, dentro da viagem, dentro da viagem. A ideia é conhecer o cabo de Sounion, onde está o famoso templo de Poseidon, e tem uma vista para o mar inesquecível. Tudo isto a apenas 69 Km de Atenas. O lugar é perfeito para comer um peixinho frito contemplando o templo que simboliza o auge da civilização grega.

De volta à Atenas, a região portuária de Piraeus permite uma boa caminhada à beira-mar. É de lá que saem os passeios de barcos para as famosas ilhas gregas.

O último dia de viagem é dia de museu. Vamos visitar o Museu Arqueológico Nacional de Atenas e o Museu da Acrópole. A ideia é passear pela região de Anafiotika, a região mais antiga da cidade onde está a famosa Ágora.

Separamos mais algumas opções de almoço e lanche. Um lanche rápido no Thanasis Kebab ou um almoço no Yasemi Café. Se sobrar um tempinho, ainda queremos conhecer o Estádio Panathinaiko, local que abrigou as primeiras Olimpíadas da Era Moderna em 1896.

As malas já estão prontas! Estamos na contagem regressiva!

TV alemã

Um bom exercício para aprender qualquer idioma é assistir TV. E finalmente, estou em um nível de alemão em que a TV não parece só fazer barulho. Já entendo bastante coisa e com Closed Caption (legendas em alemão) fica mais fácil assistir TV.

Mas afinal de contas, o que passa na TV alemã? Não tenho TV a cabo aqui e, por isso, as minhas opções de TV ficam limitadas aos canais abertos. Utilizo uma antena externa de TV digital e com ela consigo ver os seguintes canais:

  • Das Erste (ARD)
  • ZDF
  • RTL Television
  • kabel eins
  • Eurosport
  • RTL2
  • VOX
  • Super RTL
  • hr-fernsehen
  • WDR-Köln
  • N24
  • rbb Brandenburg
  • rbb Berlin
  • PHOENIX
  • tagesschau
  • 3sat
  • ZDFinfo
  • neo/KIKA
  • Bayerisches FS
  • n-tv
  • QVC
  • Channel 21/Euronews
  • Bibel TV
  • Disney Channel
  • nice
  • SAT.1
  • ProSieben
  • arte
  • MDR Sachsen
  • NDR FERNSEHEN
  • Südwest BW/RP
  • HSE24
  • TELE 5
  • sixx
  • ProSieben MAXX
  • RTLNITRO
  • TLC

A maioria dos canais é público. Estes canais possuem produção própria, com filmes, séries, documentários, noticiários e programas de variedades. Eles fazem parcerias com os canais públicos suíços e austríacos. São mais de 20 opções com destaque para ARD, ZDF, NDR e RBB. Os canais são mantidos pela taxa mensal de TV pública cobrada de cada moradia em Berlim no valor de €17,98.

Dois grupos dominam a TV privada aberta: ProSieben e RTL. Estes canais dependem exclusivamente de anunciantes para financiar a sua programação e sua estrutura de transmissão. Juntos, os dois grupos possuem quase 20 canais.  Os canais privados tem como característica a exibição de filmes e séries da TV americana, sempre dublados. Além disso, os canais privados também exibem as versões locais de reality shows internacionais como Big Brother e The Voice, assim como game shows como o Show do Milhão (Wer wird Millionär?) e programas de auditório no estilo do Faustão.

Aqui em casa, a TV fica boa parte do tempo ligada no ProSieben. O canal passa séries de comédia durante boa parte do dia. Programas como 2 Broke Girls, How I Met your Mother, The Big Bang Theory e The Simpsons. O ProSieben também passa comédias românticas e blockbusters de Hollywood. Um programa que passa muito na ProSieben é o Galileo, um programa de reportagens sobre os mais variados assuntos.

Outro canal que tem feito sucesso aqui em casa recentemente é a RTL. Este é o canal que passa a série Game of Thrones da HBO. Eles estão reprisando a quarta temporada agora e a partir do mês que vem começarão a passar os episódios da quinta temporada.

Uma curiosidade aqui é que canais como Disney Channel e TLC fazem parte da grade de canais aberto. Uma estratégia bem diferente da utilizada em outros países.

Uma coisa é certa aqui na Alemanha: os programas de TV e os filmes são sempre exibidos em alemão. Tudo é dublado e o idioma original não está disponível. O mesmo acontece no cinema. Somente um cinema da cidade passa filmes OV (Original Version) em algumas salas.

Ovos de Páscoa

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O ovo de páscoa aqui na Alemanha vem em uma embalagem de… ovo! O exemplar da foto é um ovo de colher (Löffel Ei) da Milka sabor avelã.

Finde dein goldenes Ei und gewinne!
Tradução: Encontre seu ovo dourado e ganhe!

Esta é apenas uma das inúmeras tradições de páscoa que estou descobrindo.

Limão brasileiro

  
Os alimentos vendidos no supermercado aqui na Alemanha vem de todos os cantos do mundo. O país que mais exporta frutas e legumes é a Espanha. A Itália vem logo em seguida. O Brasil é representado pelos Limetten, nosso bom e velho limão. Quatro limões custam €1,99. Não é barato fazer uma caipirinha aqui! Para cozinhar, o limão siciliano é o mais comum e custa mais barato.

O limão brasileiro é exportado para a Holanda e de lá é enviado para os diferentes países da Europa. Para ser exportado, o limão recebe uma aplicação de fungicida (Imazilil). Por este motivo, antes do consumo, ele deve ser lavado em água quente.

Hoje no mercado, além do limão, também tinha melancia e melão do Brasil. A melancia era do tipo mini e sem caroço.

Havaianas

  
Na hora de fazer as malas pra ficar um ano fora do Brasil, recomendo colocar um par adicional de Havaianas. É lógico que eu não lembrei disso quando estava fazendo as minhas malas em agosto do ano passado.

Depois de muito uso, as nossas Havaianas arrebentaram. Primeiro foi a da Sarah em janeiro e agora a minha em fevereiro. É possível encontrar Havaianas em shoppings e lojas especializadas. Mas o preço é exorbitante. Uma chinelo chega a custar €30!

Felizmente, existe a Internet para salvar o brasileiro morando fora! A Amazon tem Havaianas a partir de €8,95. Em poucos cliques  comprei as minhas e hoje recebi em casa. Paguei com débito em conta, sem precisar usar cartão de crédito.

Com o frete (€2,50), o chinelo sai por aproximadamente R$ 54,00. Fabricado em Campina Grande, na Paraíba, é exportado para Portugal ou Espanha e de lá enviado para o país do destinatário na Europa após o pedido. Os similares europeus (flip flops de marcas locais) custam em torno de €17. Ainda sai mais barato comprar o produto brasileiro!