
Comecei a cuidar da alimentação em maio do ano passado. Estava pesando 121,1 Kg. Mesmo com a rotina estressante no Brasil consegui perder 18 Kg em quatro meses. Quando voltei de Machu Picchu estava pesando 103,7 Kg.
Quando cheguei aqui na Alemanha, passei por um período de adaptação e com tantas mudanças acabei estacionando por volta dos 100 Kg. Mas no fim do ano passado comecei a dar um gás novamente. Fechei 2015 com 99 Kg e coloquei como meta alcançar os 90 Kg em 2016.
Hoje, depois de 2 meses cuidando da alimentação e fazendo exercícios, cheguei aos 89,9 Kg. Estou muito satisfeito com os resultados e agora pretendo administrar o meu novo peso até que o meu corpo se acostume com ele. Como todo mundo que já fez regime sabe, perder peso é fácil, o difícil é manter. Por isso, vou me concentrar em manter os bons hábitos que adquiri nos últimos 10 meses: comer em menor quantidade, reduzir o consumo de álcool, frituras, doces e outras besteiras. Além disso, vou continuar me exercitando. Berlim é uma cidade perfeita para caminhar! É possível fazer tudo a pé e não é difícil atingir a minha meta de 10 Km por dia.
O que eu aprendi também é que não é preciso ser radical em nada. Não deixei de comer ou beber nada que tive vontade. No sábado bebi 3 cervejas e almocei risoto. No domingo corri no parque e peguei leve no almoço. Na segunda-feira me pesei e estava com o mesmo peso de sexta-feira. O que eu não posso fazer é beber 3 cervejas no sábado, comer uma pizza no domingo e ficar o dia inteiro no sofá. Aí não tem jeito, na segunda-feira teria engordado 2 Kg e estaria chateado.
Gosto muito da expressão “reeducação alimentar”. Porque é isso que precisamos fazer para comer melhor e mais saudável. É como a educação financeira. O que fazemos com o nosso corpo é a mesma coisa que muita gente faz na vida financeira. Estoura o limite do cartão de crédito, entra no cheque especial, pega empréstimos e assim por diante. Quando ficamos acima do peso entramos no cheque especial de gordura que o nosso corpo consegue suportar. Temos que cortar o consumo (de comida nesse caso) para equilibrar as contas (da balança). Quando chegamos na obesidade estamos no rotativo do cartão de crédito. A única diferença é que pagamos os juros da gordura com a nossa saúde.
Como um ex-endividado em coxinhas e churrascos, posso dizer que não quero nunca mais dever para esse banco. Pretendo continuar perdendo peso aos poucos, sem pressão. Tenho que ficar para sempre longe da obesidade e gradualmente quero chegar no meu peso ideal. Um dia de cada vez.
Não poderia estar mais orgulhosa. Parabéns meu amor!