Mittagessen

Das Mittagessen heute: Kartoffel Püree, Gemüse und Schnitzel!

  
Tradução: O almoço de hoje: purê de batata, legumes e porquinho empanado!

Estômago forrado para a minha primeira aula de alemão! Almoço feito por mim no apartamento temporário.

Domingo de chuva

  
Domingo preguiçoso de chuva e frio. Perfeito para ficar debaixo das cobertas. Mas continuamos na nossa missão de encontrar o apartamento para alugar. Visitamos quatro hoje. Fiz um almoço alemão! Purê de batata com schnitzel e legumes. Estava muito bom! No fim do dia o tempo abriu, mas o frio não foi embora. 

Comemos um pretzel (em alemão se escreve brezel) também! Falta só a currywurst agora.

Crônica de Partida

  
Foto: Deserto do Atacama (2015) por Antenor.

Incêndios são realmente imprevisíveis. Antigamente os elevadores tinham uma placa com os dizeres “Fumaça é fogo. Em caso de incêndio utilize as escadas.” Sempre achei o autor da placa muito espirituoso. Eu sempre li a primeira frase interpretando a palavra fogo no sentido de “não é fácil”. Este deve ser o humor típico dos escritores de placas de aviso. Agora mesmo estou em um avião e o número de placas de aviso é avassalador. Eu imagino quantas interpretações estes avisos podem ter. Um exemplo à minha frente é claramente uma obra-prima da literatura de placas de aviso: “Lavatórios Traseiros”. Ou talvez a mistura de vinho branco com Heineken esteja falando mais alto.

O mais interessante no ser humano é a facilidade que ele tem em colocar sua vida em risco sem pensar duas vezes. Isto ou a imensa incapacidade de calcular o risco real dos seus atos. Agora, a 10.000 metros de altura graças a duas míseras turbinas enquanto esta geringonça balança me lembro da facilidade em que nos colocamos em situações de risco na vida. E não estou falando do medo típico de um desastre aéreo, mas dos riscos envolvidos em deixar tudo que se conhece para trás e atravessar o oceano atrás de algo diferente. Lembrei do diálogo inicial do filme Dead Man de Jim Jarmusch:

“Olhe pela janela. E isto não te lembra de quando você estava em um barco, e mais tarde naquela noite, você estava deitado, olhando para cima, e não era possível diferenciar a água da paisagem no horizonte, e você pensa, “Por que a paisagem está se movendo, mas o barco está parado?”

Não comer durante o voo é um excelente negócio. Em uma só tacada você escapa da comida de segunda requentada, se sente mais leve para dormir e mais bem disposto ao fim do voo. Para os voos noturnos, o aeroporto de Guarulhos oferece excelentes opções de restaurante para uma farta refeição antes do voo. A nossa opção habitual é o Red Lobster. Cogumelos recheados, salmão ao molho de tabasco e o pãozinho de entrada. Quem quer comer “chicken or pasta” dentro de um avião depois desse banquete? E sobra espaço para os drinks noturnos. Em tempos de vacas magras a TAM ainda está servindo vinho, whisky e cerveja a bordo. Coisa fina.

Gritei aquele grito mecânico ao pular de bungee jump. Fui como quem vai ao dentista. Para não parecer um E.T. gritei depois que a corda já estava quase parada e se alguém estivesse prestando atenção notaria que eu era um charlatão da adrenalina. Fiquei mais nervoso fazendo uma apresentação de PowerPoint para um bando de desconhecidos. Ou para entrevista para um estágio que eu nem queria tanto. Gostaria de ler mais, mas sou preguiçoso demais para colocar este desejo em prática. No início achava que era culpa da televisão, mas hoje vejo que parei de assistir TV e não passei a ler mais. Quando resolvemos ir para Berlim, decidi conhecer a cidade de outra forma, sem guias de turismo ou blogs na Internet. Comprei o livro Um Brasileiro em Berlim de João Ubaldo Ribeiro e me diverti com as histórias do tartamudo do Ku’damm. Embalei na leitura e continuei com o lançamento de Chico Buarque, O Irmão Alemão. Sempre gostei da ideia de escrever, mas nunca tive a disciplina necessária.

É difícil definir um ponto de equilíbrio para o grau de consciência da mortalidade. Se achar imortal pode cair bem na adolescência, mas é um pouco improdutivo na vida adulta. Por outro lado, a constatação da finitude da vida pode desmotivar a mente de sonhar e o corpo de realizar. Foi mais ou menos assim que eu acordei um dia em maio de 2013 pensando que a vida era curta demais para se viver uma vida só. Aos doze anos descobri que era possível criar um outro mundo a partir de si mesmo. Não, não usei nenhum entorpecente na pré-adolescência. Só troquei de escola. E de personalidade. Descobri que ao redor de desconhecidos eu poderia ser quem eu quisesse, sem o estigma da convivência. Esta persona volátil tem seus efeitos colaterais. Assim como em uma conversa de telefone em que alguém pergunta onde você está e você diz estar em um local que de fato só chegará em alguns minutos. O que faz as pessoas mentirem despreocupadamente neste caso é a certeza de que estarão em breve no local que dizem estar. E da mesma forma eu criei as histórias que moldaram minhas diferentes personalidades. No plural mesmo, mas quase nunca de forma concorrente. Uma personalidade de cada vez permite que se aprecie melhor cada personagem. Assim como na história que eu começo a escrever agora.

Charlottenburg

  
Foto: Charlottenburg (2015) por Antenor.

O bairro de Charlottenburg leva este nome graças ao palácio com o mesmo nome situado na região. As ruas são muito tranquilas, as avenidas sempre amplas e quando menos se espera um parque arborizado surge entre os edifícios residenciais. A joia da coroa fica por conta do parque do palácio, um lugar perfeito para um passeio no sábado.

O Apartamento

Hoje andamos pelo Mitte, região central de Berlim. Fomos visitar um apartamento para alugar. Andamos de metrô pela primeira vez também, o que foi bem tranquilo. Depois de almoçar no NordSee (rede de fast food de frutos do mar), voltamos para a nossa casa temporária. A outra novidade do dia foi o momento de reciclagem. Levamos algumas garrafas no mercado e recebemos 0,87 de euro. Cada garrafa de água mineral chega a valer 0,25 de euro! Reciclagem aqui é coisa séria mesmo. Amanhã continuamos nossa saga para achar O Apartamento!

Kurfürstendamm

Hoje foi dia de passear no Ku’damm. Acordamos tarde, tomamos café e a Sarah foi para a faculdade. Eu fiquei estudando alemão em casa. Quando ela voltou saímos para caminhar pela cidade. Foram 10 km de caminhada pela cidade em um passeio muito agradável. Comprei uma salada de batata com iogurte espetacular! Desde a primeira vez que entrei no mercado estava curioso para experimentar e é realmente sensacional.

Vale dizer que já tive minha primeira conversa em alemão com uma alemã. Foi no supermercado, onde tentei comprar o chip do celular. A moça calmamente me explicou que eles não vendiam ali, mas que havia um shopping nas redondezas que tinha o que eu procurava. Em seguida, ela me passou as instruções de como chegar no shopping (em alemão!) e eu entendi quase tudo.

A procura por um apartamento continua e não é nada fácil. Apartamentos são disputados em Berlim e a disputa não se baseia simplesmente em dinheiro. O berlinense pode se dar ao luxo de escolher a dedo seu inquilino. Por isso, a simpatia é fundamental. Falar alemão ajuda.

E foi assim, no terceiro dia em Berlim que o Ku’damm conheceu este tartamudo aqui.

Paulaner Oktoberfest Bier

  
Hoje foi um dia bem divertido! Depois de um bom café da manhã eu fiquei estudando alemão e esperando as malas chegarem. A Sarah foi para a aula da faculdade, foi no banco e começou a visitar apartamentos. Quando ela chegou eu saí para comprar almoço.

Na parte da tarde saí em busca dos chips de celular. Fui em um shopping aqui perto muito bom que se integra a uma rua de lojas e supermercados. Depois de comparar vantagens e desvantagens das diferentes operadoras, escolhi a Vodadone.

Voltei para o apartamento e… Surpresa! As malas tinham chegado. Tomei um banho, troquei de roupa e saímos para passear. Para fechar o dia, tomei uma cerveja Paulaner Oktoberfest Bier, a cerveja comemorativa do evento que começa no dia 19 de setembro em Munique.

Penne à Putanesca


Depois de 11 horas e 36 minutos de voo até Frankfurt desembarcamos em solo alemão. Muita gente na imigração e uma desorganização grande. Mais de meia hora para fazer o controle de passaporte. Sobraram vinte minutos para fazer a conexão, o suficiente para passarmos pela segurança e chegar no portão. Infelizmente não foi tempo suficiente para as nossas bagagens chegarem conosco em Berlim. Depois de preencher um extenso formulário no balcão da Lufthansa fomos informados que as bagagens provavelmente chegariam hoje à noite e seriam entregues amanhã antes do meio-dia. Depois deste pequeno contratempo pegamos um táxi até o apartamento temporário alugado via Airbnb. A mãe da proprietária nos recebeu, deu algumas instruções e se despediu. Saímos logo atrás para fazer compras no mercado aqui do lado. O bairro de Charlottenburg é muito simpático e bem localizado. Segundo o GoogleMaps fica a apenas 16 minutos a pé da faculdade da Sarah. Fiz o nosso primeiro jantar em Berlim: um macarrão à putanesca. Tomei um banho, mexi um pouco no computador e fui deitar porque o meu dia já estava chegando na trigésima sexta hora.

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