
Visitar o muro de Berlim é sempre uma experiência marcante. Em pensar que este muro dividiu a cidade por quase 30 anos, separou famílias e causou a morte de milhares de pessoas.
O muro de Berlim é como uma cicatriz no meio da cidade, de uma ferida que ficou aberta por décadas. A mesma cidade que foi destruída e viu seu líder se matar na Segunda Guerra e depois foi dividida e ocupada.
A transição entre o mundo bipolar da Guerra Fria e o mundo em guerra contra o terrorismo foi muito rápida. Na década de 90, a Alemanha volta a ser um único país, a União Europeia se consolida, a China se transforma em uma potência mundial e o Brasil vence a hiperinflação.
Nos últimos 15 anos, o mundo entrou em crise, foi palco de terríveis atentados e obrigou milhões de pessoas a deixarem seus países em guerra. Mais uma vez o mundo flerta com a ideia de construir muros. Um muro entre os EUA e o México e vários muros na Europa contra os refugiados.
Visitar o muro de Berlim me dá somente a certeza de que os muros existem para serem derrubados e que as pessoas sempre lutarão para poder ir e vir livremente. Todos querem ter a chance de viver em um lugar melhor, mais seguro e com mais oportunidades.
Mais importante do que a queda do muro de Berlim, foi a abertura da Alemanha para receber pessoas do mundo inteiro. Hoje, turcos, vietnamitas, sírios, italianos, portugueses, brasileiros e outras nacionalidades movimentam a economia alemã e fazem do país uma das maiores potências mundiais.