Trabalhando em Berlim

Amanhã será meu primeiro dia de trabalho em Berlim. Para chegar no trabalho, deverei pegar um S-bahn, andar uma estação e pegar um U-Bahn e andar mais três estações. Todo o trajeto deve durar 14 minutos, segundo o aplicativo do meu celular.

  
Na ida, pegarei um trem S41 e um metrô U7 sentido Rathaus Spandau. Na volta, pegarei um metrô U7 sentido Rudow e um trem S42. O tempo de percurso é o mesmo: 14 minutos.

  
Este é o conforto que o transporte público de Berlim oferece. Poder chegar em casa depois de um dia de trabalho em 14 minutos é qualidade de vida.

Mas a qualidade do transporte não para por aí. Consigo saber exatamente que horas passa o trem que eu preciso pegar e que horas devo fazer minha conexão.

  
Desta forma, posso sair de casa às 7:24, com tempo suficiente para atravessar a rua e chegar à estação. Chegarei na minha estação de destino às 7:41 e terei 19 minutos para chegar no escritório e fazer o login no meu computador antes das 8:00.

Para voltar, devo pegar o trem de 16:40 para chegar em casa às 16:56, já contando com os 3 minutos de caminhada entre a estação e a minha casa.

  
Este é o nível de organização da vida na Alemanha. Tudo acontece pontualmente no horário previsto. Vou acordar às 6:29, tomar banho e meu café da manhã em 55 minutos e sair de casa. Às 16:56 estarei em casa novamente para ver TV, dar uma olhada na Internet, escrever um pouco, jantar e dormir às 22:59.

Arancini

Hoje foi dia de almoçar coxinha. No nosso último dia em Bolgona paramos em uma lanchonete chamada Pizza & Fritti. A Sarah comeu a pizza e eu comi o fritti.

O fritti em questão foi a coxinha siciliana, conhecida como arancini. No mesmo formato da coxinha brasileira, o arancino é recheado de arroz, mozarela, molho ragú e ervilhas. Uma delicia!

O nome arancini vem de arancia, laranja em italiano. O salgadinho é carinhosamente chamado de laranjinha.

Eu comi tão rápido que não deu tempo de tirar foto. Mas vá no Google, digite Arancini e clique em imagens. É ou não é uma coxinha? É impossível não se apaixonar!

Saragozza

  

Visitar uma cidade ganhou outro significado depois que eu comecei a caminhar. É muito interessante percorrer as ruas a pé e perceber as diferenças dos diferentes bairros, olhar a vitrine dos pequenos comércios e o movimento dos pedestres pelas calçadas.

Na foto acima, a cidade de Bologna vista do alto, depois de uma caminhada no fim da tarde. Pelo caminho descobrimos o região de Porta Saragozza, a região mais agradável da cidade e longe da confusão.

Bologna, Firenze e Modena

  
Modena é uma joia escondida no norte da Itália. Sem a multidão de turistas de Florença e no tamanho certo para um day tour. Na foto acima, a Catedral de Modena.

Com tantas cidades famosas em volta de Bologna, Modena acaba sendo “esquecida” pelo turista típico. E o resultado é toda beleza de uma cidade histórica sem a multidão de excursões por todos os lados.

Terminamos o dia fazendo uma caminhada em Bologna e fechando a marca de 20 km percorridos a pé. Ontem foram 25 km, marca similar a que fizemos em Atenas e Copenhagen.

Os preços aqui são altos para os padrões europeus. Ficamos em um hotel a 5 km do centro histórico e pagamos €50/noite com café da manhã. Aliás, o buffet de café da manhã deste hotel é espetacular! Uma mesa de frios com presunto de Parma, mortadela de Bologna e a deliciosa pancetta. Pães, queijos e Nutella, muita Nutella. Dá vontade de colocar a cadeira na mesa do buffet e sentar lá mesmo.

A van do hotel tem um serviço de leva e traz por €5/pessoa (ida e volta). Os quartos são excelentes, com cofre, frigobar, TV a cabo, internet e bastante espaço. É um hotel de negócios com salas de convenção e normalmente utilizado para viajantes com carro.

Os restaurantes aqui custam em torno de €25 por pessoa e os bistrôs por volta de €10. Mas é possível encontrar um botequinho vendendo pizza a €2 e vinho a €1.

Quando o assunto é massa, a moda aqui é a farinha de trigo Kamut, muito mais nutritiva e saborosa que o trigo tradicional. No supermercado, os alimentos custam mais caros do que em Berlim. Sem metrô ou bondes, os ônibus são o único meio de transporte disponível. Com isso, os carros tomam conta de Bologna e o trânsito fica complicado na hora do rush.

A Toscana (região de Firenze) tem um charme especial graças às montanhas que deixam a paisagem ainda mais bonita. Já a região de Emilia-Romagna, onde estão Bologna e Modena, é bem plana. Ambas possuem uma história fascinante e merecem muitas visitas.

Viajando de trem

    

Viajar de trem pela Itália é uma experiência fantástica. As passagens são bem baratas e podem ser compradas na hora. Hoje chegamos na estação e escolhemos nosso destino no momento da compra. O passeio de hoje foi por Modena, por apenas €3,75.

    

Os trens são rápidos e modernos, o que é o padrão na Europa. A diferença é que na Alemanha uma passagem de Berlim para Munique, por exemplo, custa quase €40. Morando em Berlim, é mais barato conhecer outros países da Europa do que conhecer a própria Alemanha. Uma passagem de avião de Berlim para Bruxelas, normalmente custa €10. Paris custa €20 e Londres €25.

Mas o trem entrega o conforto de sair e chegar no centro das cidades, chegar um minuto antes e embarcar e aproveitar a paisagem pelo caminho.

La Dolce Vita

  

O que dizer desse país fantástico, de comida e bebida farta e povo alegre? Esta é a Itália, um país que viu e viveu a história da humanidade e hoje é um museu a céu aberto.

  
Grazie mille!

Firenze

  

Hoje acordamos cedo e pegamos um trem até Firenze, na região da Toscana. A viagem no trem regional demora 1h40 e custa €9,15.

Firenze é uma cidade muito bonita. A quantidade de turistas impressiona também. Começamos o passeio no mercado central, onde eu experimentei o Panino com Porcheta, um pão com fatias de lombo assado que estava muito saboroso.

  

Visitamos a catedral e conhecemos todo o centro histórico. Subimos até o ponto mais alto da cidade onde está o cemitério dos florentinos célebres como Carlo Lorenzi, autor da fábula Pinochio.

  
Almoçamos em uma pequena pizzaria chamada Amici, considerada a melhor da cidade. Tomei um copo de vinho de barril da Toscana para completar a experiência. Uma fatia de pizza com vinho custou €3,00 e estava realmente ótimo!

  

Atravessamos a famosa ponte da cidade e tomamos um gelatto em um café no centro. Firenze é realmente uma cidade notável.

Bologna

  

Bologna é uma cidade medieval, com construções que datam entre 1100 e 1400. Tudo é grandioso e imponente. A foto abaixo é de uma das escadarias da biblioteca comunale Archiginnasio.

  
 

Os prédios são todos construídos sobre arcos como na foto acima. As calçadas são cobertas, e possuem arte do chão até o teto.

  

A nossa primeira parada foi no Il Panino. Comi um pão com mortadela e queijo pecorino. Estava espetacular!

Passeamos pela cidade e paramos para comer um gelatto italiano e uma fatia de pizza pelo caminho.

A cidade fica ainda mais luxuosa à meia luz. Os monumentos são cuidadosamente iluminados e as pessoa lotam os cafés para comer mortadela e tomar vinho.

   
   

Para fechar a noite, paramos no supermercado e compramos pão, queijo e mortadela. Mas não  é qualquer mortadela. É a verdadeira mortadela bolonhesa feita de porcos criados em liberdade!

  

Tegel

  
Saímos de casa às 8:23 e em apenas 17 minutos chegamos no aeroporto. O mais interessante foi ver que um comandante no mesmo ônibus com a gente. A qualidade do transporte aqui é sempre uma alegria.

Já estamos sentados dentro da sala de embarque. O aeroporto Tegel é bem pequeno e lembra um pouco o Santos Dummont. O novo aeroporto de Berlim está eternamente em construção. Uma briga entre o Estado de Brandemburgo e Berlim. No acordo inicial, Berlim pagaria pela infraestrutra de transporte até o aeroporto e Brandemburgo pagaria pelo aeroporto. Agora querem que Berlim pague tudo. Enquanto isso, a cidade continua apenas com dois aeroportos regionais. Apenas uma empresa faz voos diretos do Rio de Janeiro a Berlim, a Condor. Eles costumam fazer promoções de passagem à €598 ida e volta.