Em janeiro deste ano estive na Bolívia. Um país com uma beleza bruta onde a natureza mostra toda sua força. A pobreza e o atraso do país também são gritantes e cada contato mostra um povo sofrido, mas mas que leva a vida de cabeça erguida.
Pouco mais de 10 meses depois estou na Dinamarca. O país parece um cenário de conto de fadas de reis e rainhas. Parques, castelos e canais enfeitam a cidade finamente. As pessoas vivem de maneira eficiente. Carros elétricos de última geração, bicicletas por todos os lados, restaurantes veganos orgânicos, um consumismo moderado, uma Estado que garante o bem-estar total do seu cidadão.
E tudo isso acontece ao mesmo tempo no mesmo mundo. É muito estranho pensar que 6 milhões de pessoas vivem no ápice da civilização na Escandinávia enquanto outras 10 milhões de pessoas vivem precariamente ao lado do Brasil.
No meio do caminho há um terceiro país com uma beleza similar à da Bolívia e quase tão avançado quanto a Dinamarca. É a pequena Nova Zelândia. Ela compartilha o anel de fogo com a Bolívia e o nome da ilha com a Dinamarca. Curiosamente, Copenhagen fica na ilha de Zelândia.
Sempre fico procurando as similaridades e diferenças entre os países que conheço. Cada lugar novo me faz repensar um pouco o mundo. E nesses tempos onde tudo está tão estranho, fico pensando se a humanidade se individualizou a um ponto que não consegue conviver consigo mesma.