Fui dormir ontem com as notícias no jornal. A TV estava ligada, mas não estávamos assistindo nada quando o meu celular vibrou. O app de notícias da Deutsche Welle informava que um ataque nos arredores do Stade de France tinha deixado pelo menos 6 mortos. Coloquei no canal que estava passando o jogo de futebol no Stade de France. A França vencia por 1×0 da Alemanha naquele momento. Abri o Twitter e vi o número de vítimas aumentar a cada nova mensagem. O jornal alemão entrou em seguida ao vivo com imagens do estádio enquanto as pessoas corriam para o meio do campo.
Acordei hoje e o número de vítimas ainda é incerto, por volta de 127 pessoas, estima-se. Um colega de faculdade da Sarah estava em Paris ontem e postou no Facebook para amigos e familiares que está bem. Agora é ajudar os sobreviventes e as famílias das vítimas. Cabe às autoridades identificar e levar os terroristas à justiça. É preciso investigar como este ataque foi planejado e impedir que novos ataques como esse aconteçam.
É triste pensar que milhares de sírios se refugiaram na Europa para fugir de ataques como esse que aconteceu ontem em Paris. Tenho um colega sírio no curso de alemão. Ele joga futebol com amigos, está namorando uma menina e outro dia apareceu com a franja tingida com água oxigenada na aula. Tudo que um típico adolescente deveria poder fazer em qualquer parte do mundo. Mas no país dele, ataques como o de ontem fazem parte da rotina e cidades inteiras já foram tomadas pelos terroristas.
Cada vez mais, os países terão que trabalhar juntos para conter esta onda de terrorismo que varre o mundo. Afegãos, iraquianos, sírios, americanos, franceses, ingleses, espanhóis, australianos, alemães, enfim, cidadãos de todas as nacionalidades que estão sendo ameaçados por grupos extremistas. Como disse o Presidente Barack Obama na noite de ontem: “Este foi um ataque à Humanidade”. É hora de se unir contra o inimigo comum.