Feijoada

  
Comemos uma feijoada hoje! Com direito a couve e vinagrete! A feijoada fez parte de um evento beneficente promovido por uma comunidade de brasileiros aqui em Charlottenburg.

Tudo começou quando estávamos na fila do supermercado na semana passada e uma moça notou que a gente estava falando português e perguntou se nós éramos brasileiros. Ela contou que também morava no bairro, era artista plástica, era casada com um alemão e tinha um filho. Ela deu o cartão dela e nos conectamos pelo Facebook. No meio da semana ela mandou uma mensagem falando sobre a feijoada. Hoje, apesar da chuva forte, resolvemos ir conferir.

A feijoada foi servida em um salão de festas para um grupo de 50 pessoas com uma idade média de 50 anos. Boa parte dos participantes eram de casais formados por um alemão e uma brasileira, e a maioria mora aqui há mais de 20 anos.

Nada de música, pagode e gente falando alto. No quadro, um aviso em alemão e português: “Seria muito apreciado se os convidados comessem a feijoada sentados. Obrigado.” Uma fila para pagar e outra para pegar o prato. Tudo muito organizado. Conversamos com uma senhora que se sentou conosco, com a Débora e o filho dela. Claramente aquelas pessoas não eram mais brasileiras, mas também não eram alemãs.

De sobremesa comi uma fatia de bolo Floresta Negra “Bio”. Tudo orgânico, integral e sem muito açúcar. Naquele momento eu tive certeza que os organizadores eram mais alemães do que brasileiros.

Foi uma experiência e tanto conhecer pessoas que estão aqui há tanto tempo e estão completamente desconectadas do Brasil. A feijoada estava tecnicamente correta, mas não tinha o gosto ou o cheiro de uma feijoada. Faltou a gordura e o sal em excesso e a habilidade do verdadeiro brasileiro em fazer uma comida que mata e engorda ao mesmo tempo!