Voltar a Grécia foi uma excelente escolha. A cidade não mudou tanto em 7 anos, mas nós sim. Em melhor forma, não utilizamos tanto o metrô como da última vez, caminhamos quase 25 quilômetros por dia.
Sem ficarmos presos a visitar os pontos turísticos, conhecemos outras regiões da cidade. Foram 4 dias em que nos dedicamos a comer bem também. Se em 2009 fomos no McDonalds e no souvlaki do Thanassis, dessa vez comemos no O Kostas e no Oineas. Não fizemos regime na Grécia, mas comemos apenas o que, na nossa opinião, valia a pena.
Atenas é considerada um pouco insegura para os padrões europeus, mas é um mar de tranquilidade comparada com qualquer cidade da América Latina. O transporte público é excelente, um dos metrôs mais bonitos do mundo. O turismo ainda é o forte do país. Eles recebem 18 milhões de turistas por ano, contra os 6 milhões do Brasil.
Olhando o contorno das montanhas em volta do mar grego, é impossível não pensar no Rio de Janeiro. O Corcovado e a Acrópole, o Partenon e o Cristo Redentor. Mas as semelhanças não vão muito mais longe. Pagamos €12 em um ingresso que dava acesso às principais atrações turísticas da cidade (a Sarah, como estudante, entrou de graça em todos os lugares). É fácil e seguro para o turista usar o metrô para conhecer a cidade.
Atenas é extremamente limpa e convidativa. Centenas de bares estão espalhados pela cidade, a maioria com boa música, excelente comida e prontos para atender o turista em inglês. Mesmo em uma padaria afastada da região turística não tivemos problemas com o idioma.
O Brasil está a poucos meses de receber as Olimpíadas, festa esportiva criada pelos gregos. Ao visitar o estádio olímpico de Atenas, percebemos que a Grécia já era um país notável em 1896, quando recebeu atletas do mundo inteiro. Cento e vinte anos se passaram e agora é a vez do Brasil. Afundado em uma crise sem precedentes e infestado de epidemias, o país abre as portas para se mostrar ao mundo. Mais uma vez seremos motivo de piada mundialmente.