Reflexão

Vivemos em um momento de instabilidade e oportunidades no mundo. Os EUA entram em um ano de eleição com dois candidatos não-convencionais roubando os holofotes. Parece que a China já não cresce tanto e está se vendo obrigada a lutar com seus monstros internos antes de voltar à arena global. A Rússia parece buscar a todo custo reviver os anos dourados da União Soviética. A Europa se recupera de uma crise econômica, incerta sobre o futuro da união sem fronteiras que foi criada em 1985. A América Latina se parece um pouco com a África, quando parece que vai melhorar um pouco, aparece mais um governo corrupto e uma epidemia para matar o futuro.

O mundo vive um momento de transição, comum em inícios de séculos. Demoraremos mais 30 anos para nos acomodarmos com à nova realidade e provavelmente já seremos surpreendidos por uma nova leva de mudanças. Grandes movimentos migratórios continuarão acontecendo, movidos pela miséria, pela guerra, por epidemias e crises econômicas.

Assim como italianos, alemães e japoneses foram para o Brasil no início do século XX, agora brasileiros procuram a América do Norte e a Europa. A coragem dos homens que atravessaram o mar de navio há 100 anos, deve servir de inspiração para quem tenta uma nova vida longe de casa. O caminho é longo e difícil, mas a jornada é muito preciosa e cheia de ensinamentos.

Hoje me conheço melhor do que há seis meses. Cada dia aprendo mais sobre a cultura do país que estou morando e descubro como existe infinitas maneiras de pensar e de viver. E toda vez que me deparo com uma situação nova, sinto aquele frio na barriga. Uma sensação que faz a gente se lembrar que está vivo. E é esta vida que está valendo!