
A foto acima foi tirada por mim em 10 de Setembro de 2015. A estação de Wittenbergplatz foi inaugurada em 1902. Esta estação fica ao lado da escola de alemão que estou estudando atualmente.
O metrô de Berlim foi inaugurado em 1902 e utiliza trens elétricos de 750V DC que são energizados por um terceiro trilho. Hoje ele conta com 170 estações ao longo de 151,7 Km de extensão.
No final do século XIX, começou um acalorado debate sobre como resolver o problema do trânsito crescente na cidade. O Governo de Berlim não gostava da ideia de um metrô subterrâneo por medo de que as obras poderiam danificar o esgoto da cidade. Por outro lado, a Prefeitura de Charlottenburg não queria um trem correndo por cima das suas ruas. Depois de anos de debate, em 1896 começou a construção do primeiro trecho.
As obras do metrô foram interrompidas entre 1912 e 1919, devido à I Guerra Mundial e as obras foram retomadas em um ritmo bem mais lento, devido à crise econômica e a inflação que assolava o país. A instabilidade econômica fez com que as obras se arrastassem até 1930.
O metrô de Berlim possui inúmeras curiosidades. Hitler anunciou planos ambiciosos para o metrô da cidade. Novas estações, mais linhas e muitas melhorias. Nenhum projeto saiu do papel. A única coisa que o Partido Nacional Socialista Dos Trabalhadores Alemães (NSDAP) fez foi colocar bandeiras da Alemanha em cada estação e renomear duas delas.
Durante a II Guerra Mundial, o metrô se tornou o meio de transporte mais utilizado pelos berlinenses. As estações eram usadas como abrigos contra ataques aéreos e o governo nazista tinha pressa de reconstruir as estações sempre que elas eram atacadas.
A estação de Stralauer Tor foi completamente destruída durante a II Guerra Mundial e nunca mais foi reconstruída. O mesmo aconteceu com a estação de Nürnberger Platz. As demais estações afetadas foram reconstruídas e estão em operação até hoje.
Foram registradas 400 mortes no metrô de Berlim durante a guerra. O metrô sofreu 437 ataques a sua estrutura e teve 496 vagões danificados. Ao fim da guerra, restaram apenas 69,5 Km de trilhos trafegáveis e apenas 93 vagões.
Com a construção do Muro de Berlim, as linhas que cruzavam no sentido norte-sul deixaram de parar nas estações que ficavam do lado oriental da cidade. As estações-fantasma, como ficaram conhecidas, eram patrulhadas por guardas da Alemanha Oriental. Uma única estação da parte oriental permaneceu aberta, Friedrichstraße, que servia como um checkpoint oficial para cruzar a fronteira.
A divisão da cidade também fez com que vários trechos fossem abandonados ou alterados. Foram construídas 5 plataformas em locais que os trilhos nunca chegaram. Os locais foram reaproveitados como escritórios ou se tornaram espaços públicos para prática de skate e outras atividades.
Com a queda do Muro de Berlim, o metrô voltou a interligar a cidade reunificada. Hoje, o metrô é lugar mais democrático de Berlim. Executivos, estudantes, crianças, velhos, pobres, ricos, cachorros, gatos, bicicletas e o que mais couber. Graças ao metrô, Berlim é uma cidade com muitos carros estacionados e pouquíssimos andando pelas ruas.
Mas o metrô é apenas uma das opções de transporte público de Berlim. O S-Bahn, a versão de superfície do metrô, tem 332 Km de extensão e 166 estações. Além de metrô subterrâneo e de superfície, a cidade ainda conta com ônibus e bondes. O sistema de bondes tem 190 Km de extensão e 800 paradas, sendo o 3º maior sistema deste tipo no mundo, atrás somente de Melbourne (Austrália) e São Petersburgo (Rússia).