Intercâmbio cultural

A minha turma deste mês tem uma coreana e uma polonesa. Eu conheço a cidade natal das duas: Seul e Cracóvia. Conheço também um pouquinho do idioma das duas e um pouco da gastronomia também.

Essas histórias de vida não tem preço. Contei para a coreana a minha experiência de comer sorvete com pipoca salgada e ela morreu de rir. Eles adoram misturar coisas muito doces com coisas muito salgadas. Falei para ela que tinha ido pra Busan e ela ficou impressionada também. Ela não conhece nenhum estrangeiro que tenha ido para Busan. Eu confirmei para ela que realmente não vi nenhum ocidental durante a minha estadia em Busan.

Pegamos o trem juntos para Charlottenburg e continuamos a conversa falando sobre soju, a bebida típica da Coreia do Sul, muito parecida com o sakê. Ela me disse que tinha trazido algumas garrafas com ela e me ofereceu uma. Eu educadamente recusei. Os japoneses e coreanos sempre levam presentes para o país em que vão morar. Eles já se planejam levando em consideração que irão fazer novas amizades e precisarão presentear com algo especial.

A polonesa está aqui há dois anos. Conversamos sobre a Cracóvia, a cidade do Papa João Paulo II. Ela levou alguns chocolates poloneses para a aula e distribuiu para a turma. Uma curiosidade da língua alemã: bonbon em alemão quer dizer bala (o doce).

A minha colega francesa recomendou um restaurante mexicano. Chama-se Santa Maria. No fim de semana eu vou experimentar! Em Berlim, é possível encontrar comida de qualquer lugar do mundo, mas a comida latina não faz muito sucesso. A exceção são as casas de carnes argentinas. Tem uma na esquina aqui de casa, inclusive.

Como muito pouco na rua por aqui. Uma pizza de vez em quando, um pão doce raramente. Faço a festa no mercado, onde sempre experimento alguma coisa nova.