Depois da surpresa inicial, a saída do Reino Unido já começa a ser digerida pelo mundo. Para quem está na Europa e tem amigos espalhados no mundo inteiro, o choque é bem menor.
O tom dramático e sensacionalista do Brexit foi dado pela inprensa. Para quem vive o dia-a-dia do continente, a guinada é somente política. Um movimento pendular e natural da democracia no mundo inteiro.
O objetivo do referendo era derrubar ou fortalecer o Primeiro-Ministro David Cameron. Ele caiu. Sobre o relacionamento do Reino Unido com a União Europeia, o assunto é bem mais simples: se os britânicos quiserem acessar o mercado europeu, terão que permitir o acesso dos europeus.
A diferença básica é que eles não precisarão seguir todas as regras dos países membros, somente as regras fundamentais para ter acesso aos diferentes mercados. Por sinal, outros países já fazem isso atualmente.
O melhor exemplo é a Noruega, que tem moeda própria e não faz parte da União Europeia, mas permite o livre acesso de europeus (para trabalhar ou estudar) e em troca pode negociar livremente seus produtos com o bloco.
Para quem se interessa mais sobre o assunto, recomendo a leitura do artigo da BBC em Español.